Portugal Bugs

Sobre Nós

O nosso projeto nasceu em meados de 2016, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto quando um dos nossos fundadores Guilherme Pereira, resolveu aventurar-se num projeto de final de licenciatura, onde lhe foi proposto desenvolver uma Barra Energética com incorporação de farinha de inseto.

O meu primeiro contacto com insetos foi simplesmente genial, pois sem nunca antes ter experimentado tal alimento, o professor Luis Cunha desafiou-me a degustar Tenebrios, Grilos e Gafanhotos desidratados. Não podia dizer que não, e felizmente que não o disse, os insetos são definitivamente deliciosos.

Guilherme Pereira, Portugal Bugs

Após terminada a licenciatura no verão de 2016, estivemos presentes num seminário na Universidade de Wageningen na Holanda, relacionado com a produção de insetos e desta forma arrancou de imediato o projeto Portugal Bugs, na garagem de Guilherme Pereira com a colaboração da também engenheira alimentar Sara Martins, numa pequena caixa de cartão, onde a climatização provinha de uma pequena lâmpada de aquecimento, com o objetivo de compreender e otimizar a criação de Tenebrio molitor sempre com o foco de tornar a nossa produção automatizada.

A Portugal Bugs sempre teve como objetivo destacar-se pela produção e transformação de insetos, e desta forma fomos desenvolvendo formulações de produtos alimentares que utilizavam farinha de inseto na sua génese. Este nosso objetivo levou-nos a sonhar mais alto, e graças ao facto de termos sido premiados em diversos concursos de empreendedorismo a nível nacional, em 2018 foi possível arrancarmos com a nossa unidade piloto de criação de insetos.

Entre produção e transformação, o aumento de conhecimento sobre a entomofagia nunca foi deixado de parte, e tivemos sempre consciência da necessidade de estarmos presentes em diversos eventos a nível europeu relacionados com o tema e em Novembro de 2017 marcamos presença na conferência anual da IPIFF (Internacional Plataform of Insects for Food and Feed) onde tivemos a oportunidade de conhecer outras duas empresas portuguesas, a Entogreen e Nutrix que tal como nós, ambicionavam tornar este setor uma realidade a nível nacional.

A partir deste momento, começou a desenhar-se aquilo que hoje se chama de Portugal Insect – Associação Portuguesa de Produtores e Transformadores de Insetos, criada a 17 de Maio de 2018 sendo a Portugal Bugs uma das três empresas fundadoras desta associação.

A criação da Portugal Insect foi sem dúvida um marco na história do setor em Portugal, aquela que começou por ser o esboço de três empresas, conta agora com mais de dez associados, entre empresas e instituições cientificas.

Guilherme Pereira, Portugal Bugs

De momento a Portugal Bugs encontra-se em Perafita com a sua unidade piloto de produção de Tenebrio molitor e Gryllodes Sigillatus, onde possui uma capacidade produtiva de umas pequenas dezenas de kilos mensais, aliada a esta unidade piloto tem também um conjunto de produtos alimentares com insetos.

Temos o objetivo de em 2019 a nossa unidade piloto se possa transformar numa unidade industrial, conseguindo desta forma liderar a produção de insetos para alimentação humana a nível nacional, sendo uma referência relativamente a segurança e qualidade dos nossos insetos.

Para além disso, afirmamo-nos como pioneiros na transformação de insetos em Portugal e ambicionamos ser os primeiros a colocar produtos transformados de qualidade no mercado nacional.

Porquê insetos?

A prática do consumo de insetos diária é comum a mais de 2 mil milhões de pessoas, espalhadas por todo o planeta. O que nos mostra que esta prática já é comum em várias culturas.

As alterações climáticas são cada vez mais evidentes nos dias de hoje, e por isso, torna-se obrigatório optar por atitudes que ajudem a minimizar estas consequências.

Prevê-se ainda que a população mundial alcance perto de 9,7 mil milhões de pessoas em 2050, o que leva a tornar-se imperativo inovar o sistema agroalimentar e procurar novas fonte de proteína para que se consiga alimentar todas esta população.

A Portugal Bugs acredita que os insetos podem desempenhar um papel fundamental para a resolução destes problemas.